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domingo, 7 de abril de 2013

Um ensinamento: o sucesso não vem de evitar erros, mas de corrigi-los rapidamente


Como tirar o melhor do nosso negócio para as nossas vidas? O que aprendemos com isto? A nossa história fala muito alto sobre o que somos e como agimos no nosso negócio. Para nós, que somos empreendedores, é quase impossível separar a pessoa do profissional, literalmente.
Somos e agimos da mesma maneira em todos os contextos. O negócio é a nossa razão de ser e conseguimos levá-lo adiante pela paixão e sonho que compartilhamos ao longo de nossa caminhada. A empresa no começo é sustentada pela cultura do seu fundador. Um belo exemplo disto é o fundador do Girafa.com.br, Marcelo Volpe, que apesar de vender linha branca e eletrônicos na internet, na verdade, o seu grande negócio é o atendimento ao cliente.
A venda em si é somente um meio para ele realizar o seu grande talento como pessoa que aprendeu em casa com o exemplo de seu pai.   Marcelo me contou como foi o inicio do seu negócio. Ele cadastrou produtos iguais a um grande varejista online para ter uma grande seleção de produtos, mas com 10% a mais no preço.
Ele conseguiu um cliente ao vender um processador de alimento. Como não existia o estoque, ele desceu no shopping ao lado do seu escritório, comprou no seu cartão e enviou para o cliente. Outro dia o cliente estava na recepção para reclamar que o produto estava quebrado.
Ele gentilmente falou:
– Senhor, irei pegar o meu carro e “vou até o deposito” trocar este produto e já retorno. Ele pegou o carro deu a volta no quarteirão, trocou o produto e assim se completou o seu primeiro atendimento ao cliente. Foi uma grande emoção para Marcelo finalizar aquele imprevisto com tanta maestria.
Marcelo começou o seu negócio sem aporte, com apenas uns milhares de reais, e hoje fatura dezenas de milhões. Este sucesso se deve não a venda de um produto, mas sim de uma forte cultura voltada para atender o cliente.
Todos da empresa tem que ter no sangue este amor para servir o cliente, não importa o que aconteça, este é o core business do Girafa: “Ser a melhor opção de compra online através de um atendimento de qualidade.” Marcelo realiza periodicamente uma convenção para levar ao seu time o “Jeito de Ser Girafa”, que aqui compartilhamos para mostrar como o servir ao cliente pode verdadeiramente ser um core business: Girafize-se:
1- Tenha sempre em mente que o foco do Girafa é a satisfação de seus Clientes. (Centralidade Cliente)
Tudo deve ser pensado de modo a criar Clientes fiéis, que voltem a comprar e que recomendem fortemente a nossa empresa a amigos e familiares.
2- Concorrente é toda empresa com a qual nosso Cliente nos compara. (Centralidade Cliente)
Boas empresas elevam o nível de exigência dos Clientes. Nós sempre seremos comparados com os melhores ou piores. Com quem queremos ser comparados?Marcelo me contou que uma vez um cliente pediu o telefone de um concorrente e ele fez a pesquisa na internet e passou para o cliente. O seu colaborador não entendeu e ele explicou que quando o cliente ligar no concorrente não terá o mesmo atendimento e daí ele vai lembrar mais ainda do atendimento recebido no Girafa.  Parabéns Marcelo, adorei esta!!
3- Ajude a criar a empresa da qual você se orgulha. (Foco na Pessoa)-De que forma o seu dia-a-dia deveria ser para você se orgulhar do que faz? No que você pode contribuir, além do que já faz, para que o Girafa seja motivo de orgulho?
4- O Cliente é a pessoa mais importante da empresa. (Centralidade Cliente)
- Nada, nem ninguém, é mais importante que um Cliente. Tudo mais pode esperar.
5- A primeira impressão é a que fica. A segunda também, a terceira também… (Centralidade Cliente)- Todos os contatos com nossos Clientes são importantes. Você deve parar tudo que está fazendo e interagir de maneira franca e gentil. Faça de tudo para conquistá-lo.
6- Todos, sem exceção, são assistentes de atendimento ao Cliente. (Centralidade Cliente)- Todos os Girafas sabem que a prioridade é atender o Cliente e, portanto agem como assistentes de atendimento ao Cliente.
7- O seu colega é a segunda pessoa mais importante da empresa. (Foco na Pessoa)- Entendendo que todos os Girafas lutam para construir a empresa da qual todos se orgulham, escute-o com toda a atenção, ajude-o a resolver problemas e a fazer coisas novas.
8- Seja gentil. Sempre. (Foco na Pessoa)- Transforme cada contato seu em um momento especial. Deixe sua marca de qualidade.
9- Recompense a oportunidade que seu Cliente está lhe oferecendo. (Centralidade Cliente)- O Cliente nos escolheu dentre várias outras empresas. Sinta-se honrado e retribua dando o melhor de você.
10- Tenha uma fanática atenção aos detalhes. (Centralidade Cliente)- Nem sempre você o vê, mas o Cliente sempre o percebe. Tudo deve estar perfeito.
11- Tudo deve mostrar entusiasmo. (Foco na Pessoa)- As coisas a nossa volta devem nos lembrar do que somos e nos motivar a seguir construindo a empresa da  qual nos orgulhamos. Os Clientes devem sentir sempre que somos uma empresa diferente.
12- A preocupação com a qualidade deve acompanha-lo sempre. (Aprendizado Diário)- Nunca aceite o quase perfeito. Em todos os momentos você deve se preocupar com a qualidade.
13- Você é responsável pelos erros que vê e não busca corrigir. (Aprendizado Diário)- Obviamente erros acontecem o tempo todo. É sua responsabilidade identifica-los e ajudar na correção.
14- Saiba que o sucesso não vem de se evitar erros, mas sim de corrigi-los rapidamente. (Aprendizado Diário)- Só não erra quem não tenta coisas novas. Marcelo, bravo novamente!! Errar rápido e barato!
15- Não se contente com a média. Seja o melhor. Orgulhe-se. Você é um Girafa.  (Tesão pela Vida) O amor por servir o cliente tendo o como centro, o foco na pessoa e o constante aprendizado através de erros e acertos são ingredientes fundamentais para quem quer empreender. Veja que lindo exemplo o Marcelo nos mostrou acima. A maioria das frases da sua cultura está voltada para o cliente e as outras para as pessoas, de como elas podem aumentar o seu T!esão pela vida através do aprendizado contínuo, e do servir ao cliente com entusiasmo e paixão.  Depois do exemplo do Marcelo, fica a pergunta: Qual o teu core business? Sugestão: escreva algumas frases que exprimam o teu prazer na vida como pessoa e transporte-as com a mesma energia para o teu negócio. Afinal, é impossível separar a pessoa do profissional para empreender.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Ex-faxineiro que virou empreendedor lança livro em que conta a sua trajetória de sucesso


Tedd Albuquerque organiza a feira do Shopping Center 3 e uma galeria na Praça Benedito Calixto

"Como assim?!" conta trajetória de Tedd AlbuquerqueFoi com apenas seis anos que Ednelson José da Rocha Albuquerque, o Tedd Albuquerque, teve sua primeira "ideia empreendedora". Como sua mãe não tinha dinheiro para pagar a entrada do circo, ele resolveu montar a própria apresentação no quintal da casa em Barreiros, no interior de Pernambuco, para ganhar alguns trocados. Hoje, com 48 anos, Tedd está a frente do movimento Como assim?!, que é composto pela feira do Shopping Center 3, na Avenida Paulista, e de uma galeria na Praça Benedito Calixto.
A trajetória do empreendedor está narrada no livro "Como Assim?!... A ideia que mudou a vida de milhares de pessoas e revolucionou a Economia Criativa do Brasil", lançado no fim do ano passado, pela editora Biografia. O caminho até a vida de empresário não foi fácil. Depois das apresentações de  circo, Tedd ainda trabalhou na feira vendendo frutas e com oito anos passou a lavar os carros dos clientes que iam até a sua casa em busca dos serviços de manicure da irmã.
No interior, chegou a trabalhar no banco, mas resolveu fazer faculdade em Recife - não chegou a concluir na época por falta de dinheiro. "Não consegui emprego em Recife, mas não queria voltar para a minha cidade e começar tudo de novo. Resolvi ir para São Paulo, uma cidade onde não conhecia ninguém e podia começar do zero", conta.
Em São Paulo, trabalhou como carregador de móveis, garçom e lavou pratos até conhecer a então deputada Ercy Ayala. Ela se sensibilizou quando Tedd começou a chorar quando a garrafa de whisky que ele servia foi quebrada.
"Uma garrafa de whisky Buchana´s era como se fosse um trabalho de três fins de semana. Comecei a chorar e ela me deu um cartão de visita e pagou a garrafa. Fui indicado para trabalhar em uma empresa de informática como assistente de importação", lembra. Para ajudar a pagar as contas, o empreendedor ainda trabalhou como faxineiro.
Novas áreas. Tedd começou a viajar para o Paraguai para fazer compras nos fins de semana e depois passou a trabalhar na área de turismo. Durante um congresso, o empreendedor teve a ideia de promover um encontro de mulheres na política. Chegou a realizar oito edições.
Mas foi durante uma de suas viagens, na Inglaterra, que ele conheceu Camden Town. "Fiquei encantado com esse espaço e fiquei com a ideia na cabeça de promover isso no Brasil, de reunir criadores", conta. De uma ação social no Conjunto Nacional, a feira de criadores se instalou aos domingos em um estacionamento localizado na esquina das ruas Haddock Lobo e Alameda Santos aos domingos. Em 2000, a feira foi transferida para o Shopping Center 3. Atualmente, os 217 expositores movimentam em torno de R$ 5 milhões por mês.
O movimento Como Assim?! também está presente na Praça Benedito Calixto, com um espaço para os 46 criadores exporem seus trabalhos, além de um restaurante. Tedd também planeja a inauguração de uma área fitness, voltada para estética e saúde.
O Nome. De tanto ouvir a indagação "Como assim?!", Tedd resolveu adotá-la como nome do movimento. "Quando começamos no estacionamento, só aos domingos, as pessoas chegavam na segunda e falavam: como assim? Cadê a feira que estava aqui? Quando eu explicava que tinha moda, circo e outras artes do espaço, as pessoas também falavam: mas como assim, não é uma feira? Foi um nome que pegou", explica Tedd.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Games são arte?

NOVA YORK – A nova seção do Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York divide opiniões. A partir de março, as obras de Frida Kahlo, Henri Matisse, Andy Warhol e Pablo Picasso que fazem parte do acervo permanente vão dividir as atenções dos visitantes com Pac-Man, Sim City e Minecraft, entre outros games, adquiridos pelo museu.

A decisão foi considerada ousada mesmo para um dos mais importantes museus de arte do mundo. “Estamos muito orgulhosos de anunciar que o MoMA adquiriu uma seleção de 14 games, os primeiros de uma lista de cerca de 40 a serem adquiridos em um futuro próximo”, disse com entusiasmo Paola Antonelli, curadora sênior do departamento de arquitetura e design do MoMA. O museu inaugura oficialmente em 2 de março não apenas a exposição desses itens, mas também uma nova seção para comportá-los.

Quem passar pela galeria Philip Johnson vai visualizar e interagir com os títulos escolhidos. Em uma viagem pelo tempo, os visitantes vão poder observar a evolução dos jogos desde os primeiros games produzidos em massa, com Pac-Man (de 1980), até versões mais elaboradas e recentes, como Canabalt, lançado quase 30 anos depois. Quem quiser também vai poder jogá-los no museu.

“Videogames são o melhor exemplo de design interativo. Nosso trabalho no museu é documentar o que acontece de relevante para a sociedade”, disse Paola Antonelli ao Link. Responsável pela escolha dos títulos incluídos no acervo, a curadora confessa que ela e sua equipe – composta por gamers de todos os níveis, acadêmicos, especialistas em conservação e distribuição digital, historiadores e críticos – fizeram questão de testar pessoalmente inúmeros jogos para garantir que a seleção representasse o conceito da coleção.

Nova estética. Mas videogame é arte? Para Paola, a resposta é sim e está documentada em um post assinado por ela no blog do MoMA. Quando perguntada a respeito ela não nega, mas enfatiza o caráter de registro que justifica a iniciativa do museu. “Não criamos hierarquias. Os videogames são artefatos que realmente representam a cultura e o design da nossa época”, diz.

Como em todas as outras coleções do museu, a intenção da curadoria é valorizar “itens que combinem relevância histórica e cultural, expressão estética, visões inovadoras de tecnologia e comportamento, e uma boa síntese de materiais e técnicas que alcancem sua meta inicial”, afirma Paola.

Christiane Paul, curadora adjunta de artes das novas mídias do Museu Whitney de Arte Americana e autora do livro Digital Art (sem edição brasileira), diz que os games são “uma nova forma de cultura” e reconhece a importância da aquisição do MoMA também pelo registro histórico. Mas, apesar de acreditar que os games são representantes da nossa era, Christiane discorda do valor artístico da coleção. “Não acredito que videogames se são uma forma de arte no contexto das belas artes – do mesmo jeito que jogos de tabuleiro e de carteado ou revistas e jornais também não podem ser considerados arte”, diz ela. “Qualquer tipo de jogo envolve a arte do design gráfico, ou escultura, ou design interativo, mas isso não significa que o game em si possa ser considerado automaticamente uma obra de arte.”

Muitos jogos são violentos, o que pode parecer antiético do ponto de vista artístico, mas eles também têm cenários complexos e sofisticados dignos de – por que não – uma obra de arte. “Não consideraria Quake ou Doom obras artísticas, mas ao mesmo tempo não nego que eles são fundamentais para a história da representação gráfica em mundos virtuais”, diz ela.

Para os que pensam que os videogames são apenas brincadeiras de criança (ou de adultos imaturos), o MoMA rebate afirmando que eles não só são retratos de uma geração como também podem ser considerados itens revolucionários – aproximando essa nova coleção de outras mais tradicionais.
Como pontuam seus apoiadores, os cenários e narrativas desenvolvidos nos jogos ganham vida através do comportamento de seus jogadores, não só individualmente, mas também no coletivo. Um jogo criado com um propósito específico pode ser usado de forma educativa, social, para testar novas experiências e até mesmo induzir emoções.

A passagem por cenários diferentes, as narrativas não-lineares que desafiam a compreensão espaço-tempo e a evolução estética das novas tecnologias são todos elementos que devem ser levados em conta para fazer a análise de um jogo digital, assim como em grandes obras de arte. “Existem alguns projetos de games que podem ser considerados arte, e arte em games tem se tornado um gênero importante da prática artística nos últimos 15 anos”, diz Christiane. “Porém, se todos os games que o MoMA adquiriu podem ser considerados arte é uma questão que segue em discussão.